Recebeu uma mensagem no WhatsApp dizendo que sua encomenda internacional está retida e exige uma taxa para ser liberada? A Receita Federal alerta que esse tipo de cobrança pode fazer parte de um golpe.
A armadilha costuma explorar a ansiedade de quem está esperando uma compra. Ao clicar no link e pagar rapidamente, a pessoa pode perder dinheiro e ainda entregar dados a um site falso.
Em orientações oficiais atualizadas em 2026, a Receita explica que não envia cobranças por mensagens e recomenda conferir qualquer pendência diretamente nos canais de compra e entrega. A regra é especialmente útil para quem faz pedidos em sites estrangeiros.
Como funciona o golpe da encomenda retida?
Criminosos enviam mensagens que imitam uma transportadora, os Correios ou órgãos públicos. O texto pode falar em pacote bloqueado, prazo final para pagamento e risco de devolução, criando urgência para que a vítima não confira os detalhes.
A Receita Federal descreve casos em que sites de compra e páginas de rastreamento falsos reforçam a aparência de legitimidade. Até documentos de arrecadação e códigos de rastreio podem ser fabricados.
A Receita Federal cobra taxas por WhatsApp?
A resposta para mensagens de cobrança de encomendas internacionais é não. Em página oficial atualizada em agosto de 2026, a Receita afirma que não manda mensagens de cobrança pelo aplicativo nem recebe taxas de liberação por links encaminhados.
Isso não significa que compras internacionais nunca tenham tributos. A diferença está no canal legítimo de consulta e pagamento, que depende do tipo de remessa e do operador logístico responsável pela entrega.
Onde verificar se existe cobrança verdadeira?
Se a encomenda passa pelos Correios, entre por conta própria no site ou aplicativo oficial e consulte a área de importações. Para transportadoras expressas, procure o atendimento diretamente pelo endereço que você já conhece.
Nunca use o link que chegou por mensagem para iniciar essa conferência. A orientação da Receita é pesquisar nos serviços oficiais de compra ou entrega antes de pagar qualquer valor.
Quais sinais indicam uma página falsa?
Erros no endereço do site, nomes estranhos, ameaças de perda imediata do pacote e pedidos de transferência para contas pessoais são motivos para interromper o pagamento. Uma página com logotipo conhecido não prova que o endereço é legítimo.
Os golpistas também podem ter seu nome, telefone ou dados da encomenda. Essas informações aumentam a aparência de autenticidade, mas não tornam a cobrança verdadeira. Confirme pelo canal oficial mesmo quando a mensagem parecer personalizada.
Já paguei a taxa falsa. O que fazer?
Se usou Pix, avise imediatamente seu banco e explique o indício de fraude, solicitando análise dos mecanismos de contestação disponíveis. Para pagamento por cartão, contate a administradora e pergunte sobre os procedimentos de contestação.
Guarde comprovantes, capturas de tela e o endereço da página. Se informou senhas, troque-as por meio dos aplicativos verdadeiros e revise seus acessos. Registrar ocorrência também ajuda a documentar o fato.
A encomenda pode ser devolvida por falta de imposto?
Existem situações reais em que uma remessa depende de providência aduaneira ou pagamento, mas elas devem ser verificadas no acompanhamento oficial. Uma ameaça enviada isoladamente pelo WhatsApp não serve como prova da existência dessa pendência.
Para evitar prejuízo, compare sempre a informação com o pedido original, o histórico de rastreamento e o operador responsável. Não confie em contadores regressivos, mensagens de última chance ou pedidos de pagamento fora da plataforma.
Qual é a regra mais segura para suas próximas compras?
Mantenha o número do pedido e consulte seu status periodicamente dentro do serviço de venda. Se surgir uma cobrança inesperada, procure o site oficial digitando o endereço manualmente, sem seguir links recebidos.
O objetivo não é desconfiar de toda compra online, mas impedir que o medo de perder a entrega decida por você. Alguns minutos de verificação podem evitar a perda do dinheiro e a exposição de dados pessoais.

