por: SobreMoney
Foto: Canva
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O programa de renegociação anunciado em abril de 2026 funciona como uma evolução do Desenrola, buscando reduzir o endividamento recorde das famílias brasileiras com foco especial nos juros do rotativo.
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As instituições financeiras aceitam oferecer descontos agressivos, que podem chegar a 90% do valor original, para limpar suas carteiras de crédito e recuperar ativos que antes eram considerados totalmente perdidos.
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Ao participar da iniciativa, os bancos conseguem reduzir suas provisões para devedores duvidosos, o que melhora o balanço contábil das entidades e permite a liberação de capital para novas operações no mercado.
O devedor beneficiado assume a responsabilidade de quitar o valor renegociado em parcelas com prazos estendidos, muitas vezes enfrentando travas que impedem a contratação de novos créditos até a liquidação total.
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O governo federal atua como garantidor do sistema através do Fundo Garantidor de Operações, assegurando que parte do prejuízo das instituições seja coberto caso o cidadão não consiga honrar o novo acordo.
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Existem estudos técnicos para utilizar recursos esquecidos em contas bancárias para compor o fundo de reserva, evitando que o programa dependa exclusivamente de novas dotações diretas do orçamento da União.
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A conta final é compartilhada entre os bancos, que arcam com os descontos, e o Tesouro Nacional, que utiliza recursos públicos para garantir as operações e cobrir eventuais inadimplências dos participantes.