por: SobreMoney
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A Operação Compliance Zero da Polícia Federal revelou um esquema bilionário no Banco Master. Daniel Vorcaro é acusado de usar uma engenharia financeira complexa para desviar recursos. Mas para onde foi todo esse dinheiro?
O esquema envolvia a utilização de empresas de fachada e a manipulação de ativos sem liquidez. Relatórios apontam que bilhões foram movimentados para ocultar o patrimônio real e valorizar o banco de forma artificial.
Um dos mecanismos usados era a concessão de empréstimos a empresas "fantasmas". Esses valores eram repassados a fundos que compravam títulos sem valor a preços inflados, permitindo a emissão de novos CDBs sem lastro real.
A investigação identificou o uso de familiares como peças-chave. Nomes como Henrique Vorcaro, pai do ex-controlador, e outros parentes próximos aparecem como supostos titulares de contas ou destinos de repasses milionários.
Além de familiares, empresas interpostas, como clínicas de pequeno porte, recebiam aportes de centenas de milhões de reais. O objetivo era fragmentar o capital desviado para dificultar o rastreio pelos órgãos de fiscalização.
O impacto dessa gestão fraudulenta foi devastador para o sistema financeiro nacional. Com o rombo identificado, o Banco Central decretou a liquidação da instituição em 2025. Qual foi o prejuízo final para o mercado?
A resposta é um rombo de R$ 52 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito. Daniel Vorcaro foi preso em março de 2026, enfrentando acusações de corrupção, desvios e uso de milícias digitais para intimidar críticos.